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A single mutation in the prM protein of Zika virus contributes to fetal microcephaly

Phylogenetic analysis reveals that contemporary epidemic strains have accumulated multiple substitutions from their Asian ancestor. Here, we show that a single serine to asparagine substitution (S139N) in the viral polyprotein substantially increased ZIKV infectivity in both human and mouse neural progenitor cells (NPCs), led to more significant microcephaly in the mouse fetus, and higher mortality in neonatal mice. Evolutionary analysis indicates that the S139N substitution arose before the 2013 outbreak in French Polynesia and has been stably maintained during subsequent spread to the Americas. This functional adaption makes ZIKV more virulent to human NPCs, thus contributing to the increased incidence of microcephaly in recent ZIKV epidemics.

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Mutação fez vírus da zika se tornar causador de microcefalia

Para um grupo de cientistas chineses, foi uma mutação genética, provavelmente ocorrida em 2013, que deu ao agente patógeno o potencial de causar deformações neurológicas graves.

Cientistas brasileiros, da Europa, EUA e Canadá já haviam identificado sete mutações específicas de vírus da zika espalhados pelo Brasil. Entre elas, estava a mutação S139N. Trata-se da substituição de um aminoácido de serina por um de asparagina na 139ª posição de uma proteína localizada no revestimento protetor do vírus. Ao realizar testes com ratos, a equipe liderada por Ling Yuan, da Academia Chinesa de Ciência, descobriu que essa mutação confere a do vírus de causar microcefalia.

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Fiocruz descobre que pernilongo pode transmitir zika

Os resultados foram publicados hoje (9) na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature. O artigo é intitulado “Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil” e pode ser encontrado na íntegra na internet.

Os mosquitos do gênero Culex foram colhidos na Região Metropolitana do Recife, já infectados. A equipe do Departamento de Entomologia da instituição conseguiu, então, comprovar em laboratório que o vírus consegue se replicar dentro do mosquito e chegar até a glândula salivar. Foi fotografado por microscopia eletrônica, também pela primeira vez, a formação de partículas virais do Zika na glândula do inseto.

Genoma vírus Zika

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Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil

Zika virus (ZIKV) is a flavivirus that has recently been associated with an increased incidence of neonatal microcephaly and other neurological disorders. The virus is primarily transmitted by mosquito bite, although other routes of infection have been implicated in some cases. The Aedes aegypti mosquito is considered to be the main vector to humans worldwide; however, there is evidence that other mosquito species, including Culex quinquefasciatus, transmit the virus. To test the potential of Cx. quinquefasciatus to transmit ZIKV, we experimentally compared the vector competence of laboratory-reared Ae. aegypti and Cx. quinquefasciatus. Interestingly, we were able to detect the presence of ZIKV in the midgut, salivary glands and saliva of artificially fed Cx. quinquefasciatus. In addition, we collected ZIKV-infected Cx. quinquefasciatus from urban areas with high microcephaly incidence in Recife, Brazil. Corroborating our experimental data from artificially fed mosquitoes, ZIKV was isolated from field-caught Cx. quinquefasciatus, and its genome was partially sequenced. Collectively, these findings indicate that there may be a wider range of ZIKV vectors than anticipated.

Genoma vírus Zika

Casos de dengue, zika e chikungunya até 15 de abril 2016 2017

Por que os casos de zika e dengue estão despencando no Brasil

“Vemos epidemias de dengue há cerca de 30 anos e ficamos refratários a ouvir falar sobre a doença. Com o zika, realmente saímos da zona de conforto, ficou clara a importância do controle doméstico do mosquito, e acredito que houve uma reação mais forte do poder público e da esfera privada” Denise Valle Instituto Oswaldo Cruz, em entrevista ao Nexo

Em julho de 2016, um estudo publicado na revista “Science” previu que a epidemia de zika na América Latina acabaria até o final de 2017. Isso não ocorreria devido a medidas de combate ao Aedes aegypti ou à descoberta de uma vacina, mas a um fenômeno cíclico bastante conhecido pela medicina: a “imunidade de rebanho”. Ele diz respeito à maneira como, quando indivíduos são infectados por um vírus e sobrevivem, seu corpo mantém defesas naturais contra ele. Conforme um grande número de pessoas de uma população é infectado e sobrevive, sobra uma proporção menor da população vulnerável a ele. Dessa forma, o processo de propagação da doença como um todo é prejudicado: apesar de continuar a haver pessoas vulneráveis, há uma chance maior de que um mosquito infectado pique alguém imune, o que diminui a velocidade de propagação de um vírus. Quem se torna imune serve de proteção para o resto das pessoas.

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UFG descobre novos compostos que podem ajudar a tratar pessoas com zika

A Universidade Federal de Goiás (UFG) descobriu novos compostos que podem ajudar no tratamento de pessoas com o vírus da zika. Ao todo, nove substâncias foram selecionadas para testes em células infectadas, que serão feitos em uma universidade dos Estados Unidos. O objetivo é desenvolver medicamentos para combater a doença.

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UFG descobre novos possíveis compostos contra o vírus Zika

Em maio de 2016, a Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com a World Community Grid (WCG), da International Business Machines (IBM), iniciou o projeto OpenZika, que visa identificar substâncias com potencial para tratar pessoas infectadas pelo vírus Zika. De uma lista inicial de aproximadamente 7.600 compostos, dentre eles fármacos já aprovados para uso em humanos, cinco foram selecionados e estão em fases de testes in vitro na University of California San Diego  (UCSD). Agora, o grupo acaba de descobrir mais nove substâncias potenciais que serão testadas.

A descoberta surgiu em uma segunda leva de pesquisas com 260 compostos adicionais que foram testados por meio de uma triagem virtual, maior e mais diversa, contra as estruturas cristalinas da proteína helicase NS3 do vírus Zika, ligadas ao ácido ribonucleico (RNA). Os compostos também serão encaminhados para a universidade californiana ainda neste mês de março, na busca do desenvolvimento de um medicamento antiviral.

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Crystal structure of Zika virus NS5 RNA-dependent RNA polymerase

The current Zika virus (ZIKV) outbreak became a global health threat of complex epidemiology and devastating neurological impacts, therefore requiring urgent efforts towards the development of novel efficacious and safe antiviral drugs. Due to its central role in RNA viral replication, the non-structural protein 5 (NS5) RNA-dependent RNA-polymerase (RdRp) is a prime target for drug discovery. Here we describe the crystal structure of the recombinant ZIKV NS5 RdRp domain at 1.9 Å resolution as a platform for structure-based drug design strategy. The overall structure is similar to other flaviviral homologues. However, the priming loop target site, which is suitable for non-nucleoside polymerase inhibitor design, shows significant differences in comparison with the dengue virus structures, including a tighter pocket and a modified local charge distribution.

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New high resolution structures of ZIKV NS5 RNA polymerase are available in Protein Data Bank (PDB ID:5TIT and 5U04).

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